The catamaran at anchor below a red headland

Na água

Cruzeiro de Catamarã no Funchal e a Sua Paragem para Nadar

Principais conclusões

  • A paragem para nadar acontece quando as condições do mar o permitem. É uma parte genuína do passeio, não uma garantia.
  • A máscara e o snorkel não estão na lista de equipamento, por isso leve-os se quiser ver abaixo da superfície.
  • Esta é uma paragem em águas profundas ao largo da costa, não uma lagoa abrigada ou uma entrada de praia.
  • Ninguém é obrigado a entrar. Ficar a bordo enquanto outros nadam é perfeitamente normal num passeio como este.

O que 'sujeito a condições meteorológicas' significa realmente

Significa que a tripulação decide no próprio dia, já no mar, com base no estado do mar. Não é uma cláusula legal colada a uma garantia. Alguns passeios param para nadar, outros não, e a diferença é a ondulação e o vento, não o humor de ninguém.

Isto é importante para gerir as suas expectativas antes de embarcar. Trate o mergulho como uma possibilidade muito boa e não como algo garantido, e uma paragem cancelada torna-se um encolher de ombros em vez de uma desilusão. Trate-o como garantido e estará a dar ao Atlântico o poder de lhe estragar a manhã.

O lado positivo de uma política honesta é que, quando a paragem acontece, acontece em condições que alguém com experiência considerou adequadas. Um barco que prometesse um mergulho incondicionalmente acabaria por ter de o fazer em água onde seria uma má ideia.

Água profunda, não uma praia

A costa da Madeira declina rapidamente. A ilha é o topo de um vulcão e o fundo do mar segue a mesma lógica, que é a razão pela qual baleias e golfinhos chegam tão perto da costa aqui. Isto também significa que uma paragem para nadar ao largo do Funchal é uma paragem em água genuinamente profunda.

Não há como entrar a pé, não há onde se pôr de pé para ajustar a máscara, não há baixios arenosos para onde recuar. Desce-se por uma escada para o azul e sobe-se pela mesma escada. Para um nadador confiante, é isso que torna a experiência atraente. Para quem está nervoso, é o que é preciso saber antecipadamente.

A visibilidade é a compensação. A água aberta do Atlântico ao largo de uma ilha vulcânica é clara de uma forma que uma praia movimentada com areia e rebentação simplesmente não é, e a luz atravessa-a por muito tempo.

O que poderá realmente ver

Menos do que veria sobre um recife de coral e mais do que esperaria de águas abertas. A vida marinha da Madeira é composta por espécies atlânticas e não tropicais, pelo que a paleta de cores é prateada e azul, e não os amarelos e cor-de-rosa do Mar Vermelho ou das Caraíbas.

Peixes pequenos em cardumes tendem a reunir-se à volta de qualquer coisa que flutue, e um catamarã parado é exatamente isso. Olhe para baixo em vez de à volta, e procure movimento em vez de cor. A escala é diferente aqui e leva um minuto até o seu olho se ajustar à distância a que se consegue ver.

Esta é uma paragem para nadar num cruzeiro de observação da vida selvagem, e não uma excursão dedicada a snorkeling, e vale a pena manter essa distinção. O objetivo é estar no Atlântico ao largo da Madeira com a ilha a preencher o horizonte, o que é melhor do que uma lista de peixes.

Traga a sua própria máscara

O equipamento de snorkel não aparece nos incluídos, por isso planeie trazê-lo. Uma máscara simples que se ajuste à sua cara vale mais do que uma elaborada que não se ajusta, e o teste de ajuste leva segundos. Segure-a contra o rosto sem a correia, inspire pelo nariz e veja se ela fica no lugar.

Comprar em casa em vez de no marina dá-lhe tempo para fazer esse teste corretamente e para rejeitar a primeira que deixa entrar água. Também significa uma máscara que já conhece, em vez de uma que está a conhecer pela primeira vez num convés em movimento.

Se se esquecer, entrar sem máscara ainda vale a pena. Flutuar em águas profundas do Atlântico com a ilha acima de si é a maior parte da experiência, e os peixes sempre foram a parte mais pequena.

Quem deve pensar duas vezes

Qualquer pessoa que não se sinta confortável a nadar em águas profundas sem ter onde tocar com os pés. Isso não é um julgamento, é apenas o que esta paragem é. Não há zona baixa nem entrada gradual, e o honesto é dizê-lo em vez de dar a entender o contrário.

As crianças podem perfeitamente participar com um adulto competente ao lado delas, e um colete de flutuação faz uma diferença considerável no quão relaxados todos ficam. Pergunte à tripulação o que têm a bordo em vez de assumir, e pergunte antes de o barco sair, não na escada.

Ficar a bordo é uma escolha perfeitamente normal e muitas pessoas fazem-na. O convés superior durante uma paragem para nadar é um sítio calmo e agradável, com os motores desligados e toda a gente na água.

Sol, sal e as questões práticas

Aplique protetor solar antes de entrar no barco, e não depois de sair da água, porque uma costa molhada e um convés em movimento são a pior combinação possível para o fazer corretamente. As fórmulas biodegradáveis são a escolha decente, dado onde as está a aplicar.

Use fato de banho por baixo da roupa desde o início. O espaço para mudar num catamarã é limitado e a janela para nadar não é suficientemente longa para gastar parte dela em filas. Uma toalha de secagem rápida ocupa menos espaço do que uma toalha de hotel e seca mais depressa ao vento no caminho de volta.

Lave o seu equipamento em água doce quando voltar. O sal é implacável com as correias das máscaras e as válvulas dos snorkels, e uma máscara que falhou na segunda utilização normalmente falhou porque ninguém a lavou depois da primeira.

Onde se situa o mergulho no passeio

No espaço de três horas que também tem de incluir o deslocamento até onde estão os animais, a observação em si e o regresso. O mergulho é um elemento de uma navegação e não o seu propósito, e o horário adapta-se ao que a vida selvagem está a fazer nesse dia.

Essa é a prioridade correta. Um grupo de golfinhos encontrado tarde vale mais do que um horário rígido, e uma tripulação que interrompesse um bom avistamento para cumprir o horário do mergulho estaria a tomar a decisão errada.

Portanto, encare o mergulho como um bónus que normalmente acontece. Quando acontece, fica quinze ou vinte minutos na água que a maioria dos visitantes da Madeira só vê de um passeio marítimo, a partir de um barco que já lhe mostrou a costa de um ângulo a que nenhuma estrada chega.

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Antes de reservar

O equipamento de snorkel é fornecido?
Não. A máscara e o snorkel não estão na lista de equipamento, por isso leve os seus se quiser ver debaixo de água.
A paragem para mergulho acontece sempre?
Não. Acontece se o tempo permitir, e a tripulação avalia isso na água. A ondulação e o vento são os fatores que decidem.
Qual é a profundidade da água?
É profunda. A costa da Madeira desce abruptamente, por isso esta é uma paragem em águas abertas do Atlântico, sem baixios e sem fundo.
Como se entra e sai da água?
Pela escada de embarque do catamarã, para descer e subir. Utilize-a nos dois sentidos, em vez de saltar da lateral.
As crianças podem nadar?
Com um adulto competente ao lado. Peça à tripulação ajuda para a flutuação antes de o barco sair, e não na escada.
O que vou ver debaixo de água?
Espécies do Atlântico, e não tropicais. Peixes pequenos juntam-se debaixo de um barco parado, e a visibilidade em águas abertas é excelente.
Posso ficar a bordo em vez disso?
Sim, e muitas pessoas fazem-no. O convés superior, com os motores desligados, é um local agradável para esperar durante a paragem para o mergulho.

O que levar

  • Máscara e snorkel, não incluídos
  • Protetor solar biodegradável, aplicado cedo
  • Fato de banho por baixo da roupa

Factos principais

  • Paragem para nadarSujeito a condições meteorológicas
  • ÁguaAtlântico aberto
  • EntradaEscada de embarque
  • EquipamentoTraga as suas

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